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18/03/2012

O túnel construído pelo Rei Ezequias

Uma reportagem especial do Jornal Hoje que foi ao ar na quinta-feira (15) mostrou um túnel que foi construído em Israel cerca de 2700 anos atrás para auxiliar no transporte de água para Jerusalém.
Segundo historiadores o túnel, de quase 500 metros de extensão, foi feito a mando do Rei Ezequias para assegurar o abastecimento da cidade que naquela época vivia uma ameaça de invasão.

O repórter Carlos de Lannoy e a equipe da Rede Globo demoraram 20 minutos para fazer o percurso mostrando o trabalho feito na rocha de forma rápida, antes que o exército sírio conseguisse cercar Jerusalém. As rochas foram esculpidas com materiais muito simples e passam por Siloé, um dos lugares de maior tensão no Oriente Médio.

As águas que passam por esse túnel alimentam o Tanque de Siloé, um lugar sagrado para os cristãos, pois naquele tanque Jesus curou um cego.

O guia explica que dois grupos escavaram o túnel, sendo que cada grupo veio por um lado da rocha até que encontraram. A passagem é escura, estreita e tem algumas curvas.

O percurso passa pela Cidade de Davi que fica fora dos muros na Nova Jerusalém e vai até aos vestígios que sobraram do Tanque de Siloé.

Assista ao vídeo:

09/01/2011

Santa ceia como memorial

O que significa celebrar a Santa ceia como memorial de Cristo?


Memória, no sentido bíblico, é muito mais do que fazer uma simples lembrança. É uma palavra-chave da Santa Ceia que só pode ser entendida dentro de uma referência histórica de um povo relacionado com seu Deus.

MEMORIAL = ATO/PROFISSÃO DE FÉ

Jesus assume o memorial de seu povo. Ele foi alguém inserido no meio de uma cultura. Identificou-se com sua história. Sua opção de vida em favor dos pobres o levou a ter uma vida de despojamento e doação. Tinha consciência de suas opções em favor do povo, o que o levou até a morte.

Para celebrar a sua despedida, convocou Pedro e João para prepararem uma ceia (Mt 22, 8). Junto com sua família, participou desde a infância da cerimônia da grande festa pascal.

Israel celebrava a páscoa como memorial dos “grandes feitos” de Deus em favor de seu povo. Ao longo da Antiga Aliança, percebemos que o povo de Israel re-cria, renova e atualiza a intervenção de Deus presente no meio do povo. “Nesse dia, você explicará ao seu filho: Tudo isso é pelo que Deus fez por mim, quando eu saía do Egito” (Ex 13, 8).

O memorial está na vida de cada israelita, como profissão de fé ao Deus único. É celebrado como agradecimento e súplica confiante. Ele faz referência ao passado, é atualizado no presente e abre-se ao futuro: “Esse dia será para vocês um memorial, pois nele celebrarão uma festa ao Senhor. Vocês o celebrarão como um estatutuo perpétuo, de geração em geração” (Ex 12, 14).

O ritual da ceia judaica passa pela purificação, pela partilha do pão e do vinho e pela oração da bênção e a ação de graças. Relembrando as maravilhas de Deus na história, Ele é invocado como o Deus da aliança.

NO CULTO DO PASSADO,

O MEMORIAL DO PRESENTE

É no contexto do memorial e do compromisso com o Deus da Aliança que Jesus celebra a última ceia.

Os evangelhos sinóticos e também Paulo querem testemunhar o que aconteceu na última ceia, dando ênfase à celebração e ao memorial. Trazem presente uma refeição de partilha. Todos comem o mesmo pão e bebem do mesmo vinho. Jesus identifica o pão e o vinho com o seu corpo e o seu sangue, expressando a realidade da cruz, pela qual deverá passar em função de sua fidelidade ao Pai.

Jesus dá-se a si mesmo de forma visível e concreta. Tinha consciência do alcance de suas palavras: “Tomai e comei: isto é meu corpo” (Mc 14, 22; Mt 26, 20); “Tomai e bebei: este é o cálice da nova aliança...” (Lc 22, 20).

O Pão que ele estava repartindo com os seus não era um pão comum, mas o Pão da Vida. Comer deste pão é assumir o ideal do mestre: amar os outros até a partilha e doação suprema.

A memória da Santa Ceia é o grande momento da Igreja para recordar tudo o que Jesus disse e fez. Portanto, não é um ato isolado na vida de Jesus, mas como memória de uma vida totalmente doada a serviço dos outros.

É também celebração da memória dos mártires que, no seguimento fiel a Jesus, doaram sua vida pela causa do Reino.

Portanto, não é uma simples repetição de palavras. As palavras se tornam cheias do Espírito do Senhor e, por isso, eficazes porque se transformam em força, alimento, resistência e perseverança na construção do Reinado de Deus.

MEMÓRIA E COMPROMISSO

Sempre que celebramos a Santa Ceia fazemos memória, isto é, tornamos presente o que Jesus fez para nos salvar. Revivemos sua paixão, morte, ressurreição e glorificação. Quando Jesus realiza a ceia, pede para que seja feita em sua memória, isto é, aquilo que ele fez deve ser celebrado perpetuamente.

Realizá-la não será apenas uma repetição, uma saudade, mas será sempre re-viver, re-aplicar o grande mistério de um Deus que assumiu a nossa humanidade.

A partilha da ceia de Jesus fará parte de nossa vida se vivermos, a exemplo dele, o compromisso de solidariedade e amor incondicional aos irmãos.

21/11/2010

Santa Ceia do Senhor


A Ceia do Senhor é a adoração Cristã que foi instituída pelo Senhor Jesus, na véspera de sua morte expiatória. A Ceia do Senhor é um memorial. É celebrada em memória da morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo.
Os elementos simbólicos da Ceia do Senhor são: O Pão que representa o Corpo do Senhor Jesus, e o Vinho que representa o Sangue do Senhor Jesus. Nem o Pão é o Corpo, nem o Vinho é o Sangue. São elementos representativos do Corpo e o Sangue do Senhor Jesus. A Postura do crente ao participar da Ceia deve ser de Gratidão e Louvor ao Senhor pela Salvação outorgada por Cristo, através de Sua Morte e Ressurreição.
I – Comemoração:
A cada celebração da Santa Ceia do Senhor, há uma comemoração toda especial em razão da morte expiatória do Senhor Jesus, que nos libertou do pecado. Celebração traz a idéia de Júbilo, alegria, festa... Jesus nos libertou da morte eterna! Devemos nos alegrar por isso! Temos na ceia do Senhor uma razão muito especial para demonstrarmos esta alegria diante de Deus.
II – Instrução:
É na Ceia do Senhor exposto de forma clara e objetiva os dois fundamentos
do Evangelho:
1- A Encarnação do Senhor Jesus: (João 1.14) (João 6.33)
2- A Expiação de Cristo. (Luc. 23. 33 a 24.1-7)
A expiação do Senhor Jesus que se deu através de Sua Morte e Ressurreição
que trouxe salvação ao homem perdido.
III – Comunhão
Ao participarmos do Pão e do Vinho, estamos expressando de forma especial que temos comunhão com Cristo. Somos também recordados e assegurados que através da Fé nos tornamos íntimos do Senhor Jesus através de Seu Espírito Santo. Como membros do Corpo de Cristo, representamos a Igreja do Senhor Jesus Na terra chamada para demonstrar aos homens o Reflexo e Caráter de Cristo.
IV – Segurança através da Nova Aliança. I Co. 11.25
Através da Aliança antiga o povo de Israel sacrificava ao Senhor. Esse
sacrifício apontava para uma nova aliança que estaria se cumprindo através da
morte de Cristo Jesus que viria a ser o Sacrifício Perfeito de Deus. (Ex. 24.3-8) Através da Nova aliança, um pacto de sangue foi instituído por Cristo Jesus. (Hb. 9.14-24). Em Cristo está a Segurança da Salvação do Crente. Rm. 3.25,26. I Pe 1.2
V – Responsabilidade: (I Co 11.20-34)
Humanamente falando não há ninguém digno para participar da Ceia do Senhor. Contudo, Paulo nos fala de ações que devem ser manifestadas na vida do crente que deseja ser fiel ao Senhor na participação deste memorial tão importante na vida da igreja.
•Devemos nos humilhar e nos apresentar diante do Senhor como indignos. (I Tm 1.15) – Aqueles que se julgam dignos (por eles mesmos) na verdade não estão preparados para participar desta maravilhosa celebração. O Crente se torna digno diante de Deus, quando se apresenta diante Dele em humilhação e reconhecendo suas fraquezas e pecados. Ao se humilhar diante de Deus em arrependimento receberá o perdão de Cristo. É desta forma que se torna apto para participara da ceia. Se há alguma questão que precisa ser resolvida com alguma outra pessoa, é necessário que vá até ela e se acertem diante de Deus. É Desta forma que o Senhor estará recebendo a adoração de seus servos.
VI – O Anuncio da Volta de Cristo. (I Coríntios 11.26)
Esse é um outro aspecto importante acerca da Ceia do Senhor. Quando a Igreja se reúne para esta celebração ela Proclama com a Adoração: “Jesus Cristo Morreu, ressuscitou e Voltará para buscar a Sua Igreja.”
VII – Uma Reunião de Gratidão e Louvor.
Normalmente não se pede nada ao Senhor nesses momentos. Isto porque o coração se volta apenas para o agradecimento ao Senhor pelo Seu grande amor revelado aos homens através da Morte e Ressurreição de Cristo Jesus. É uma Celebração de Gratidão e Louvor em obediência à Palavra de Deus Relembrando o que Cristo Sofreu para nos dar Vida.
Reflexão:
Diante de tais verdades que foram apresentadas só podemos louvar e bendizer ao Senhor Jesus pelo seu grande amor revelado para com os homens através de Sua Morte e Ressurreição que nos trouxe Vida. Glorificamos e exaltamos ao Senhor pelo grande privilégio de podermos participar deste maravilhoso memorial, a Santa Ceia do Senhor.

25/05/2010

SERÁ QUE É NECESSÁRIO INTERPRETAR A BÍBLIA?




Ao começar o próprio estudo da hermenêutica, devemos nos perguntar se é realmente necessário interpretar a Bíblia. Algumas pessoas afirmam que não. Alguns acham que a Bíblia já foi escrita numa linguagem pura e simples de entender. Afinal, a Bíblia não é a Palavra de Deus para o povo de Deus? Deus nos mandaria uma mensagem difícil de entender?

Estas mesmas pessoas às vezes dizem “A Bíblia diz o que significa e significa o que diz.” Ou seja, não há necessidade de interpretar a Bíblia porque ela é clara. Segundo este raciocínio a mensagem da Bíblia não precisa ser explicada. Existe até medo de que no próprio processo de interpretar a Bíblia pensamentos humanos poderiam contaminar a mensagem original.

Vale a pena notar que as pessoas que afirmam que a Bíblia não precisa ser interpretada às vezes estão afirmando isso por causa de preocupações sinceras. Vamos examinar três destas preocupações.

1. Alguns tem a preocupação de que alguém poderia tentar se tornar intermediador oficial da Palavra de Deus.

Uma preocupação que algumas pessoas tem é por causa do medo de que alguém possa tentar se posicionar entre o Cristão e Deus como intermediador na forma de um intérprete oficial. Efetivamente, isto já aconteceu entre certas denominações nos primeiros séculos depois de Cristo. Até hoje, há grupos em que uma interpretação “oficial” é dada por alguns líderes e é esperado que todos os membros aceitem esta interpretação “oficial”.

Segundo esta preocupação, dizer que a Bíblia precisa ser interpretada é praticamente igual a dizer que o homem comum não tem acesso por meio da Bíblia a Deus Pai. Mas este raciocínio teria razão apenas se disséssemos que nenhuma parte da Bíblia poderia ser compreendida sem a ajuda da interpretação. São poucos os interpretes hoje em dia que ousaria tal afirmação.

A verdade é que o que é de mais importante na Bíblia, o evangelho puro e simples, é tão simples que pode ser compreendida por qualquer pessoa com as condições básicas de lógica e raciocínio. O evangelho foi divulgado no começo apenas verbalmente e até hoje continua sendo a mesma história simples e poderosa. Mas, isto não muda o fato de que há partes da Bíblia que são difíceis mesmo de compreender. Nestes casos, sim, precisamos de pessoas treinadas e preparadas para interpretar aquela mensagem.


O próprio apóstolo Pedro afirma isto em relação às cartas do apóstolo Paulo quando ele diz, falando de Paulo: “... como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas cousas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam...” (2 Pedro 3:15b - 16 ARA).

Aqui vemos Pedro afirmando três verdades importantes:
1.    1.    Nem tudo nas cartas de Paulo era complicado, mas -
2.    2.    certas coisas “difíceis de entender” nas cartas dele.
3.    3.    Sempre existe a possibilidade de alguém “deturpar” a Palavra de Deus (ou seja, corromper ou perverter). Se a Palavra de Deus fosse inteiramente simples e clara para compreender, jamais seria possível alguém deturpá-la.

Se o próprio apóstolo Pedro, com todo seu conhecimento e experiência, poderia dizer que havia coisas nas cartas de Paulo que até ele admitia serem difíceis de entender, então é para ser esperado que um Cristão leigo e sem treinamento hoje teria também dificuldade em entender estas e outras coisas. Devemos lembrar aqui, que Pedro, diferente de nós hoje, não tinha que lidar com as mesmas diferenças de cultura ou língua quando ele lia as cartas de Paulo.

Estas barreiras que dificultam a compreensão de qualquer obra escrita são enfrentadas por todo Cristão que lê a Bíblia hoje em dia. Se o apóstolo Pedro tinha dificuldade em entender Paulo quando falava numa língua conhecida por ele, na sua própria cultura nativa, quanto mais difícil será para um Cristão dois mil anos depois numa outra língua e cultura muito distante daquela?

Também, devemos lembrar que sempre que um evangelista, missionário ou pastor prega uma mensagem para a igreja, ele já passou por um processo de interpretar a mensagem de Deus para daí formular o conteúdo da sua pregação. A única maneira de evitar qualquer interpretação seria se o pregador apenas lesse alguma passagem sem comentários. Na verdade, nem isso seria totalmente sem interpretação, porque o próprio ato da ênfase verbal é passível, por mais sutil que seja, de uma forma de interpretação.

Lendo a seguinte frase do Salmo 23 com a ênfase nas palavras em itálica podemos notar uma diferença de interpretação devido esta ênfase.
            - O Senhor é o meu pastor e nada me faltará.
            - O Senhor é o meu pastor e nada me faltará.
            - O Senhor é o meu pastor e nada me faltará

Também, lembramos que, mesmo lendo o texto com o mínimo de ênfase nosso pregador ainda não escaparia do processo de interpretação desde que ele esteja lendo uma versão da Bíblia que fora uma tradução. Vamos examinar isto em mais detalhes um pouco mais adiante, mas é válido notar aqui, que toda e qualquer tradução passou por um processo de interpretação por parte dos tradutores e portanto aquele que lê a Bíblia fora o hebraico e grego original, quer queira, quer não, está sujeito àquele processo de interpretação.


Exemplos de traduções infelizes:
1 Cor 6:10:
NVI
“nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus.”
ARA
nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.”

Heb 13:17
NVI
Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles….
ARA
Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles;…

(A palavra traduzida “autoridade” na NVI não consta no original.)

Podemos ver como as traduções necessariamente interpretam a Palavra e podem levar os leitores a uma conclusão equivocada. Não podemos deixar de usar traduções. Mas, não devemos confiar em nenhuma tradução como completamente perfeita. É por isso que há necessidade de quem interpreta a Palavra. É por isso que é necessário reconhecer que, mesmo usando apenas a Bíblia, estamos sendo influenciado por decisões de interpretação, pois toda tradução é o fruto do processo de interpretação. Então, não há como escapar da necessidade de interpretação.

Sendo assim, é melhor o Cristão se preparar para lidar com a necessidade de interpretação. Podemos concluir também que, apesar de haver a necessidade de interpretação, não precisamos e nem devemos admitir que alguém se torne o intérprete oficial. A melhor proteção contra isso é o Cristão se preparando para examinar e confirmar as traduções e interpretações que ele certamente vai ouvir. Sendo assim, como os Bereanos que vamos avaliar tudo que ouvimos e verificar se o ensino e a doutrina que estamos recebendo é de fato a plena verdade de Deus.

A Canonicidade do Novo Testamento

Wilbur (Gilberto) Norman Pickering, ThM PhD

A Inspiração do Texto Sagrado é uma qualidade intrínseca—ela é porque é. No entanto, nós podemos
perceber essa qualidade inerente, comparando material inspirado com outro que não é. Existem também argumentos outros: 1) a unidade da Bíblia—embora escrita por muitos autores humanos diferentes (pelo menos 30), no decorrer de 2.000 anos e em duas (principais) línguas bem distintas (hebraico e grego), ela é coerente, não se contradiz; 2) profecias específicas e detalhadas, até com o nome próprio da pessoa, dadas com centenas de anos de antecedência, que se cumpriram cabalmente, literalmente; 3) a própria natureza do conteúdo ou da mensagem—não é o tipo de coisa que o homem gostaria de escrever, mesmo que pudesse, e nem que ele poderia escrever, mesmo que quisesse; 4) o efeito que produz—a Bíblia tem poder sobrenatural, pois sua mensagem transforma as vidas das pessoas. Dito tudo, no entanto, devemos reconhecer que afirmarmos a inspiração divina da Bíblia é uma declaração de fé—fé inteligente e que condiz com as evidências, mas fé (não ciência no sentido objetivo).
Contudo, existe a questão (aguda) da canonicidade do Texto: porque a nossa Bíblia tem o exato sortimento
de livros que tem—não mais, não menos e não outros? A inspiração diz respeito à ação divina no ato de escrever o material, garantindo o resultado. Já a canonização do Texto diz respeito à ação humana, reconhecendo a qualidade divina daquele material. Esse processo de reconhecimento se deu no seio da comunidade da Fé—a comunidade hebraica, quanto ao A.T., e a comunidade cristã, quanto ao N.T. É importante observar que o próprio Senhor Jesus  Cristo abonou o A.T., citando as diversas seções (Lei, história, profecia, poesia) como Palavra de Deus, coisa sagrada e de autoridade—os autores humanos do N.T. também. O A.T. era exatamente a Bíblia deles. Agora, a canonização tem tudo a ver com a preservação do Texto. Pois, a comunidade da Fé só iria se preocupar em transmitir e proteger os
livros "canônicos", tidos como inspirados. A parte humana na transmissão do Texto fica patente, mas será que houve ação divina também, protegendo o Texto (a exata redação do Texto)? E como medir essa participação divina? Parece-me existir duas linhas relevantes, a lógica e a histórica. Vejamos primeiro a lógica.
Inspiração é resultado ou qualidade da Revelação—com essa linguagem estamos afirmando que o Criador
achou por bem transmitir alguma informação objetiva à raça humana. Se o alvo fosse apenas um determinado
indivíduo ou grupo, num certo momento histórico, bastaria uma palavra falada. Mas se o
alvo foi de alcançar as gerações subseqüentes também, então o meio indicado seria exatamente o escrito, como foi.
Agora, se o Criador quis que Sua revelação chegasse intacta, ou pelo menos de forma íntegra e confiável, até o século vinte, fatalmente teria que vigiar o processo da transmissão através dos séculos. Teria que proibir a perda irrecuperável de qualquer parte genuína, bem como a inserção indetectável de material espúrio. A redação original deveria ficar disponível, em qualquer geração, às pessoas interessadas o suficiente para pagarem o preço necessário (tempo, viagem, dinheiro) para haver essa redação. (No geral as pessoas se dariam por satisfeitas com a redação à mão, desde que tida por confiável.) Assim sendo, a pessoa que crê na divina inspiração do N.T., por exemplo , deve crer também na divina preservação do N.T. —é questão de lógica. Mas, e as evidências históricas—elas sustentam nossa expectativa, ou a desmentem?
Passo a alistar os argumentos históricos mais relevantes para iluminar esta questão. (Uma discussão
detalhada se encontra na minha página web www.esgm.org no livro Qual o Texto Original do Novo Testamento?)
01) Os próprios autores humanos sabiam que estavam escrevendo "Bíblia", ou coisa autoritária.
02) Seus colegas, contemporâneos, também reconheceram que estavam escrevendo "Bíblia".
03) Os líderes cristãos do 1º século e do 2º século (e 3º, 4º, etc.) utilizaram e citaram material neotestamentário lado a lado com material do A.T. como sendo Palavra de Deus.
04) Entendendo, como entenderam, que estavam lidando com coisa sagrada, iriam zelar por essa Palavra,
vigiando o processo da transmissão.
05) Dispomos de declarações cabais dessa preocupação a partir do próprio N.T. (Apoc. 22:18-19).
06) Justino Mártir (a. 150 DC) escreveu que era costume nas congregações cristãs, quer na cidade quer no
campo, ler tanto o N.T. como o A.T. cada domingo.
07) Resulta dali que tinham que existir cópias, muitas cópias (não se pode ler sem livro), e teriam que ser cópias boas (os usuários seriam exigentes).
08) Embora o processo de copiar a mão resulte em erros sem querer, muitas vezes, no início seria possível
verificar qualquer cópia contra o Autógrafo (documento original), e principalmente nas regiões mais
próximas da igreja detentora do Autógrafo.
09) Tudo indica que pelo menos 18 e talvez até 24 dos 27 Autógrafos (2/3 a 8/9) se encontravam na região Egéia (Grécia e Ásia Menor).
10) Foi exatamente nessa área que a Igreja mais prosperou, e ela se tornou o eixo da Igreja até o 4º século (pelo menos) (lembrar que Jerusalém foi saqueada em 70 DC, e provavelmente quaisquer Autógrafos ali existentes foram levados para a Antioquia, ou ainda mais longe).
11) Foi também nessa área que a língua Grega foi mais usada, e durante mais tempo—foi língua oficial do
império bizantino (transmissão exata de qualquer texto é possível unicamente na língua original).
12) A Ásia Menor foi caracterizada também por uma mentalidade conservadora quanto ao Texto Sagrado; na Antioquia surgiu uma "escola" de interpretação literalista (por formação um literalista é obrigado a se
preocupar com a exata redação do texto, pois sua interpretação se prende a ela).
13) Quer dizer, até o ano 300 tinha um fluxo cada vez maior de cópias boas, fidedignas emanando da região
Egéia para o mundo cristão, precisamente porque aquela região reunia todos os requisitos para se impor à
confiança da Igreja, quanto ao Texto Sagrado (em contraste, no Egito a igreja era fraca, herética, não se
usava Grego, não havia nenhum Autógrafo [fatalmente o texto ali existente sempre seria de 2ª mão, no
mínimo], grassava uma mentalidade alegorista—em fim, o Egito seria um dos últimos lugares onde procurar
um texto bom).
14) Aí houve a campanha de Diocleciano (303), visando destruir os MSS do N.T. Sendo que a perseguição mais ferrenha se deu exatamente na região Egéia, teria sido uma oportunidade perfeita para os tipos de texto
existentes no Egito e na Itália conquistarem espaço maior no fluxo da transmissão do Texto, fossem
considerados aceitáveis ou viáveis. Mas não aconteceu; os grandes pergaminhos ℵ, B e D não têm
"filhos"—ninguém quis copiar semelhante texto.
15) Aliás, podemos deduzir que a campanha de Diocleciano teve um efeito purificador na transmissão. A grosso modo, os MSS menos preciosos e respeitados seriam os primeiros a serem entregues à destruição; já os exemplares mais cotados e respeitados seriam protegidos a qualquer custo, e uma vez que a perseguição
passou serviriam de base para suprir as igrejas com cópias boas novamente. O movimento Donatista girou
em torno da punição merecida pelas pessoas que entregaram seus MSS (entre outras coisas). Obviamente
muitos não entregaram, e os que sim entregaram foram discriminados.
16) É geralmente reconhecido por eruditos de todas as linhas teóricas que a partir do 4º século o fluxo da
transmissão do Texto foi tranqüilamente dominado por um tipo de texto, geralmente conhecido por
"Bizantino" em nossos dias. "Bizantino" porque esse império abrangeu exatamente a região Egéia, a região
que reunia todas as qualificações necessárias para garantir a transmissão fiel do Texto. Até hoje as "Igrejas
Ortodoxas" do oriente utilizam esse tipo de texto.
17) Lá pelo 9º século houve um "movimento" (parece que foi mais ou menos espontâneo) no sentido de mudar o estilo de grafia de letras maiúsculas (unciais) para cursivas (minúsculas). Os exemplares antigos eram
copiados na nova "roupagem" e aparentemente grande número desses antigos foram destruídos ou reciclados
(daí os "palimpsestos").
18) Dos MSS gregos existentes hoje (do N.T.), uns 95% trazem o texto "Bizantino" e os outros 5% são um tanto heterogêneos (o erudito Frederic Wisse fez uma comparação minuciosa de 1.386 MSS gregos nos capítulos 1, 10 e 20 de Lucas e chegou à conclusão de que apenas oito deles representavam o tipo de texto egípcio, geralmente chamado "Alexandrino" em nossos dias—oito contra 1.375!!!).
Cabem aqui algumas ressalvas.
01) A mera antiguidade dum MS não garante nada quanto a sua qualidade. Aliás, devemos perguntar: como
poderia um MS sobreviver fisicamente durante mais de 1.500 anos? Teria que ficar no desuso e ainda num
clima seco. Como todos os MSS mais antigos estão cheios de erros cabais, tudo indica que foram reprovados no seu tempo—certo é que não foram copiados, a julgar pelos MSS existentes.
02) Como é que não dispomos de MS tipicamente "Bizantino" de antes do 5º século? Qualquer MS digno de uso seria usado e gasto por esse uso (eu sozinho já desgastei várias Bíblias). Assim, seria estranho encontrar um MS bom com tanta idade. Os MSS fidedignos foram intensamente usados e copiados, e acabados, mas o texto (ou redação) que traziam foi preservado através das sucessivas gerações de cópias.
03) A idéia de que teria havido um congresso ou concílio no 4º século que "normalizou" o texto do N.T. carece de qualquer sustentação histórica. No caso da Vulgata Latina, que na hipótese seria análogo (o papa tentou impor a nova tradução), não resultou o consenso que existe entre os MSS "Bizantinos".
04) Como é que a grande maioria dos eruditos dos últimos cem anos tem preferido o texto "Alexandrino" e
desprezado o texto "Bizantino"? A resposta está nas pressuposições e no terreno espiritual (por exemplo,
nenhum dos cinco redatores responsáveis pelo texto eclético ora em voga acredita que o N.T. seja inspirado
por Deus, e o próprio Senhor Jesus adverte que a neutralidade no terreno espiritual não existe [Lc. 11:23]).
Resumindo, os livros neotestamentários foram reconhecidos como "Bíblia" desde o início, e através das
décadas e dos séculos as gerações sucessivas de crentes zelaram pela transmissão fiel desses livros. O Texto nunca se "perdeu"; nos primeiros 200 anos era sempre possível constatar a exata redação de qualquer livro. A preservação divina operou durante os séculos todos de tal modo que ainda hoje podemos ter certeza razoável, com base em critérios objetivos, da exata redação original do N.T., creio. Creio estar em condições, eu mesmo, de definir pelo menos 99,95% da redação original, hoje. As dúvidas que restam podemos dirimir a partir de uma comparação minuciosa de todos os MSS existentes (tarefa ainda por fazer).
E daí? Daí, uma preservação tamanha, uma preservação semelhante, abrangendo tantos séculos de
transmissão a mão, e passando por tantas tribulações—uma preservação assim é simplesmente miraculosa. é uma prova aparente da atuação divina, que vale dizer também que Deus abonou a escolha da Igreja, o Cânon. Ao meu ver, o argumento mais contundente e convincente a favor do exato Cânon que a Igreja vem defendendo através dos séculos é exatamente a preservação miraculosa desse Cânon. Essa preservação é igualmente um forte argumento a favor da inspiração do Texto. É o argumento lógico. Se o Criador fosse dar uma revelação a nossa raça, deveria também preservá-la. Constatamos que Ele a preservou, com efeito. Porque Ele cuidou tanto de preservar esse Texto, e só esse Texto? Presumivelmente porque Ele tinha interesse especial nesse Texto.
Conclusão: Eu, pelo menos, não hesito em afirmar que podemos confiar no exato Cânon que recebemos
como herança da comunidade da Fé através dos séculos. Assim faço por entender que o próprio Criador, mediante a Sua preservação singular, tanto abona como garante esse Cânon.

As Promessas de Jesus

João 14:1-3
Jesus disse: —Não se abalem! Continuem confiando em Deus e continuem confiando em mim. Na casa de meu Pai há muitos cômodos. Se não fosse assim, eu já lhes teria dito, pois vou preparar um lugar para vocês. Depois de ir e preparar lugar para vocês, eu voltarei. Então levarei vocês comigo, para que possam estar onde eu estiver. VFL

v. 3 Depois de ir e preparar lugar para vocês, eu voltarei. Então levarei vocês comigo, para que possam estar onde eu estiver.

Jesus fez várias promessas durante sua vida.

Ele prometeu perdoar nossos pecados.
Jesus prometeu nos dar uma nova vida.
Ele prometeu dar a seus seguidores o Espírito Santo.

Jesus fez várias promessas boas para nós.

Mas, também, ele fez várias promessas sobre ele mesmo.
Ele prometeu que certas coisas iriam acontecer com ele.
Só que, a maioria destas promessas envolvia coisas terríveis,
de muita dor e sofrimento.

Ø      Jesus prometeu que seria traído. Lc 22:22; Mc 14:18
Ø      Jesus prometeu que seria escarnecido, ultrajado, que iriam cuspir nele. Lc 18:32
Ø      Ele prometeu que seria açoitado. Mt 20:19
Ø      Jesus prometeu que seria crucificado. Mt. 26:2

Se você parar para pensar, estas promessas são promessas estranhas.
Normalmente prometemos coisas boas.

Ø      Você promete brincar com seu filho depois do almoço no sábado.
Ø      Você promete a sua esposa que vai concertar aquela porta ou janela quebrada.

Ø      Você promete a seu chefe que vai alcançar aquela meta.
Ø      Você promete a sua mãe que vai conseguir aquela nota na escola.
Ø      Você promete a seu amigo devolver aquele dinheiro emprestado.

Normalmente, promessas são de coisas boas.
E, quando prometemos coisas ruins – é para os outros.

Um menino na escola leva um tapa de um colega.
Ele promete se vingar.

Um homem é insultado por outro.
Ele promete dar o troco.

Uma mulher é ofendida pela vizinha.
Ela promete “Você vai pagar por isso.”

E assim vai. ...

Quando nós fazemos promessas de coisas ruins, de sofrimento, de fazer alguém “pagar” – é para os outros.

Prometemos que quem vai sofrer é o outro.

Mas, não foi assim com Jesus.
Jesus prometeu coisas duras, de muito sofrimento para si mesmo.

Note como Jesus fez cumprir todas essas promessas.


Jesus prometeu que seria traído
Marcos 14:18Quando estavam à mesa e comiam, disse Jesus: Em verdade vos digo que um dentre vós, o que come comigo, me trairá.

Já pensou?
Jesus prometeu – “eu vou ser traído por um de vocês.”

Ele estava falando com seus inimigos?
Eram pessoas que ele havia prejudicado?

Não. Eram seus melhores amigos.

Você já foi traído por um amigo ou parente?
É uma das piores sensações que um ser humano pode sentir.

Essa promessa de Jesus foi cumprida? Sim.

Jesus foi traído por Judas Iscariotes, um dos seus amigos,
um homem da confiança dele.


Jesus prometeu que seria zombado e insultado
Luc 18:31-32 Tomando consigo os doze, disse-lhes Jesus: Eis que subimos para Jerusalém, e vai cumprir-se ali tudo quanto está escrito por intermédio dos profetas, no tocante ao Filho do Homem; pois será ele entregue aos gentios, escarnecido, ultrajado e cuspido;

A versão Fácil de Ler diz “estes vão zombar, insultar, e cuspir nele”

Alguém já zombou de você?
Já foi insultado alguma vez?
Alguém já cuspiu no seu rosto?

Imagine você prometendo aos seus melhores amigos – tudo isso vai acontecer comigo na próxima Sexta Feira.
A promessa foi cumprida? Sim.

Jesus foi traído, entregue aos líderes religiosos.
Estes bateram em Jesus e zombaram dele.

Depois o entregaram à tropa de choque dos soldados Romanos.
Estes cuspiram no seu rosto e bateram mais nele.

Foi uma promessa de muito sofrimento e dor.
Mas, Jesus cumpriu esta promessa.
  
Jesus prometeu que seria açoitado
Mat 20:19 E o entregarão aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado

Jesus prometeu que seria açoitado.

Os judeus tinham uma lei que um homem só podia levar 40 açoites.
Os Romanos não tinham esse limite.

Relatos de historiadores como Josefo informam que algumas pessoas morreram ao serem açoitados, de tão severo que era esse castigo.

Os Romanos usaram um açoite de três tiras de couro.
Cada tira de couro tinha pedaços de osso, ferro, ou pedra.

Estes pedaços serviam como estiletes para arrancar pedaços da pele da vítima.

Às vezes, até os órgãos da vítima ficavam expostos.


A maioria das pessoas que assistiram o novo filme “A Paixão” concordam que a pior parte é a dos açoites que Jesus levou.

No final, toda a área dos ombros, das costas, da região lombar do Filho de Deus, é uma massa de pele rasgada e sangrenta.

Sabe a palavra em grego para açoitar?  É a palavra “mastigoo

Esta palavra lembra alguma palavra em português?
Que tal “mastigar?
Pois é isso que o açoite fazia com a pele do homem.


Jesus prometeu “Eu vou ser açoitado.”
E, ele foi.

Mais uma promessa de Jesus cumprida.

Uma promessa de sofrimento e dor intensa – só para ele mesmo.
Mas, Jesus cumpriu.
 Jesus prometeu que seria crucificado
Ainda em Mat 20:19 lemos “E o entregarão aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado

Só no Evangelho de Mateus, Jesus prometeu duas vezes que seu caminho era o caminho da cruz.
Outras duas vezes ele prometeu explicitamente que seria crucificado em Jerusalém.

E Jesus cumpriu esta promessa cruel e bárbara.
Ele foi até a cruz.

Os Romanos tinham o costume de quebrar as pernas dos homens crucificados para apressar a morte.

Jesus agonizou durante horas, tentando elevar o corpo com as pernas para respirar, raspando suas costas açoitadas na madeira e rasgando mais ainda suas mãos e pés.

Mais uma  promessa de Jesus cumprida.

Promessas de dor.
Promessas de sofrimento.
Promessas de crueldade.

Tudo isso Jesus prometeu que ele passaria, ele mesmo.
E ele cumpriu.

Jesus prometeu sofrimento para si mesmo para nos poupar
Você esperaria que as promessas de crueldade, de dor e sofrimento de Jesus seriam reservadas para seus inimigos.
Mas, não.
Jesus reservou as piores promessas para si mesmo.

Por que?
Para que ele pudesse reservar o melhor para nós.

Para que ele pudesse prometer a nós – “Estou indo preparar um lugar para você. E um dia eu voltarei.” (João 14:3)
- Um dia voltarei para levar você para ficar no Paraíso comigo para sempre.
  
A promessa de um pai
Em 1989 um terremoto sacudiu o país da Armênia.
O terremoto durou apenas 4 minutos, mas, foi tempo suficiente para arrasar a nação, matando 3,000 pessoas.

Logo que terminou o tremor de terra, um pai correu para a escola primária para buscar seu filho.

Para surpresa dele o prédio havia desabado nivelando-se ao solo.

Olhando aquele monte de tijolos, pedras e ferros torcidos,
o pai lembrou-se da promessa que fizera ao filho:
"Aconteça o que acontecer, estarei sempre perto de você".

Motivado pela promessa ao filho, o homem localizou a área onde ficava a sala de aula e começou a remover os escombros.

Vários outros pais chegaram, chorando por seus filhos;

"É tarde demais", diziam. "Eles estão mortos. Nada mais pode ser feito".

Até mesmo a policia tentou impedir o homem.

Mas o pai prosseguiu na busca.
Escavou 8 horas, 16, 32, 36 horas.

Suas mãos sangraram. Ele ficou exausto, mas não desistiu.

Finalmente, depois de 38 horas exaustivas de trabalho ele afastou uma grande viga de concreto e começou a chamar por seu filho, "Arman! Arman!"

Do meio dos escombros seu filho respondeu, "Papai, estou aqui!"

O menino acrescentou uma frase que soou aos ouvidos do pai como a mais preciosa do mundo:

"Eu falei aos outros meninos que não se preocupassem. Falei que se você estivesse vivo, você viria me salvar, e que, depois que eu fosse encontrado, eles também seriam salvos. Você me prometeu: 'Aconteça o que acontecer estarei sempre perto de você'"

Deus também nos fez a mesma promessa.

Ele nos deu a seguinte garantia: "Voltarei..." [1]
  
O que as promessas de Jesus significam para nós
A terra pode tremer.
O mundo pode desabar.
Mas, Jesus voltará.

Nas nossas vidas os terremotos têm vários nomes:
Traição. Tumor. Desemprego.
Câncer. Divórcio. Demissão.
Drogas. Bebida. Penitenciária.
Atropelamento. Assassinato. Enterro.

Basta ler as manchetes para saber o que pode estremecer uma vida.
Basta vir ao culto de oração de uma igreja como esta e escutar os pedidos de oração, para ver as vidas que foram sacudidas.


Um pai, um homem como eu ou você, prometeu a seu filho.
"Aconteça o que acontecer, estarei sempre perto de você".

Graças a Deus ele pôde cumprir aquela promessa.
Graças a Deus ele não desistiu de cavar até que encontrou seu filho.

Mas, às vezes homens fazem promessas e não cumprem.

O chefe promete “Sua vaga está garantida.”
No mês seguinte você recebe o recado que foi demitido.

O filho promete “Mãe, nunca vou usar drogas.”
E, aos 16 anos ele é preso por tráfico de maconha.

O marido promete honrar sua esposa e se conservar exclusivamente para ela enquanto estiver vivo.
Com sete anos de casamento ela descobre que ele tem uma amante.

Nós fazemos muitas promessas.
Mas nem sempre as cumprimos.

Por isso a gente se pergunta, eu devo confiar nas promessas de Jesus?
Posso confiar nele?
Ou, será que ele vai me trair também.

Os piores sofrimentos possíveis que um ser humano podia passar, Jesus prometeu para si mesmo.
E, todos estes, ele cumpriu.

Ele passou por tudo isso por causa do grande amor dele
por mim e por você.
E, porque Jesus é fiel nas promessas.

É natural que duvidemos das promessas de homens.
Alguns prometem a lua e nos deixam na mão.


Mas, Jesus é diferente.
Ele prometeu tudo do pior para si mesmo.
E, ele cumpriu.

Por que ele passou por tudo isso?
Porque era a única maneira de perdoar nossos pecados.

Jesus fez isso por nós.

Se Jesus foi fiel em tudo isso, ele não será fiel na promessa dEle de um dia voltar para você?
Jesus já cumpriu o pior.
Jesus já sofreu tudo por nós.

João 14:3 “Depois de ir e preparar lugar para vocês, eu voltarei. Então levarei vocês comigo, para que possam estar onde eu estiver.”

Creia em Jesus.
Confie na promessa dele.

Se ele prometeu todo aquele sofrimento para si e cumpriu, certamente ele vai cumprir as promessas boas que ele fez para nós.

 O que é que nos falta?
Para algumas pessoas, só falta uma coisa – dizer para Jesus
“Eu quero receber suas promessas para mim.”

“Jesus, eu quero ir com você para o Paraíso, para o céu.”

Nós fazemos isso com as nossas bocas.
Mas precisamos fazer isso também com as nossas vidas.

Precisamos seguir-lo na morte e na ressurreição.
Isto ele nos permite fazer através do batismo.

Precisamos permanecer nEle.
Isso ele nos permite fazer na Igreja.

Creia em Jesus, confie nEle.
E seja o que for que falta para você receber as promessas dEle,
não demore mais.               
Venha para Ele hoje!

Jesus prometeu “Eu voltarei
Venha para ele, ainda hoje.
E, um dia ele voltará para buscar você!



[1] Adaptado de uma história em Max Lucado Quando Cristo Voltar, Rio de Janeiro: CPAD, 1999, pp. 39-40.

Aprendendo A Escutar A Deus


de Max Lucado
[Este material foi cedido por Max do jornal “Crossings” (Cruzadas) da igreja onde ele prega, Oak Hills Church, em San Antonio, Texas. Material parecido e mais elaborado pode ser encontrado no livro de Max “Simplesmente Como Jesus”, publicado pela CPAD.]
Escutar a Deus é uma experiência de primeira mão. Quando ele pede sua atenção, Deus não quer que você envie um substituto; ele quer você. Ele o convida a tirar férias no esplendor dele. Ele o convida a sentir o toque da mão dele. Ele o convida a festejar à mesa dele. Ele quer passar tempo com você. E com um pouco de treinamento, seu tempo com Deus pode ser o ponto alto do seu dia.
Equipados com as ferramentas certas, nós podemos aprender a escutar a Deus. Quais são essas ferramentas? Aqui estão as que eu achei úteis.
Uma hora do dia e um lugar constantes
Escolha um horário na sua agenda e um canto de seu mundo, e reserve-os para Deus. Para alguns pode ser melhor fazer isto pela manhã. “já de manhã a minha oração chega à tua presença” (Sl. 88:13 NVI). Outros preferem à noite e concordam com a oração de Davi, “Suba à tua presença a minha oração, como incenso, e seja o erguer de minhas mãos como oferenda vespertina.” (Sl. 141:2 ARA). Outros preferem muitos encontros durante o dia. Aparentemente o autor de Salmo 55 sentia isto. Ele escreveu, “À tarde, pela manhã e ao meio-dia choro angustiado, e ele ouve a minha voz.” (v. 17 NVI)
Alguns sentam debaixo de uma árvore, outros na cozinha. Talvez sua viagem ao trabalho ou sua hora de almoço seriam apropriados. Busque um tempo e lugar que pareçam certos para você.
Quanto tempo você deve separar? O quanto você precisar. Dê mais valor à qualidade do que à quantidade de tempo. Seu tempo com Deus deve durar o suficiente para você dizer o que você quer e para Deus dizer o que ele quer. Isso nos leva a uma segunda ferramenta que você precisa - uma Bíblia aberta.
Uma Bíblia aberta
Deus fala conosco pela Palavra dele. O primeiro passo para ler a Bíblia é pedir a Deus para ele lhe ajudar a entender a Palavra. “Mas o Conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse.” (João 14:26 NVI).
Antes de ler a Bíblia, ore. Não vá para a Escritura procurando suas próprias idéias; vá procurar as de Deus. Leia a Bíblia em oração. Também, leia a Bíblia com cuidado. Jesus nos falou, "Procure, e você achará" (Mat. 7:7). Deus recomenda aqueles que meditam na Palavra “dia e noite” (Sl. 1:2). A Bíblia não é um jornal a ser lido superficialmente, mas uma mina onde procuramos seu tesouro. “se procurar a sabedoria como se procura a prata e buscá-la como quem busca um tesouro escondido, então você entenderá o que é temer o Senhor e achará o conhecimento de Deus.” (Prov. 2:4-5 NVI).
Eis um ponto prático. Estude a Bíblia um pouco de cada vez. Deus parece enviar mensagens como ele fez com o maná: numa porção suficiente para cada dia. Ele provê “preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali.” (Isa. 28:10 ARA). Escolha profundidade ao invés de quantidade. Leia até que um versículo lhe “toque”, então pare e medite nisto. Copie o versículo numa folha de papel, ou escreva em seu diário, e reflita nele várias vezes.
Na manhã em que eu escrevi isto, por exemplo, meu tempo em meditação foi em Mateus 18. Eu li apenas quatro versículos quando vi, “quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no Reino dos céus.” Eu não precisei ir adiante. Eu copiei as palavras em meu diário e as ponderei de tempo em tempo durante o dia. Várias vezes eu perguntei a Deus, “Como eu posso ser mais como uma criança?” Até o final do dia, me lembrei de minha tendência de me apressar, e de ficar preocupado.
Eu aprenderei o que Deus pretende que eu aprenda? Se eu escutar, sim!
Não fique desanimado se sua leitura render uma colheita pequena. Há dias em que uma porção menor é tudo que nós precisamos. Uma menina novinha voltou do primeiro dia na escola. A mãe dela perguntou, “Você aprendeu alguma coisa?” “Acho que não”, a menina respondeu. “Eu tenho que voltar amanhã e no dia seguinte, e no dia seguinte ...”
Tal é o caso com a aprendizagem. E tal é o caso com o estudo da Bíblia. O entender vem aos poucos, durante uma vida toda.
Um coração atento
Há uma terceira ferramenta para ter um tempo produtivo com Deus. Nós precisamos não só de um tempo constante e uma Bíblia aberta, nós também precisamos de um coração atento. Não esqueça da advertência de Tiago: “O evangelho é a lei perfeita que dá liberdade às pessoas. Se alguém examina bem essa lei e não a esquece, mas a põe em prática, Deus vai abençoar tudo o que essa pessoa fizer.” (Tiago 1:25 NTLH).
Nós sabemos que estamos escutando a Deus quando aquilo que nós lemos na Bíblia for o que outros vêem em nossas vidas.
Paulo chamou seus leitores a porem em prática o que eles tinham aprendido dele. “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco.” (Filipenses 4:9 ARA).
Eu quero encorajar você a fazer o mesmo. Passe tempo escutando a Deus até que você receba sua lição para o dia – e então, pratique-a.
Copyright © 2004 Max Lucado. Todos os direitos reservados.
Texto traduzido por Dennis Downing e usado com permissão do autor.
[Para mais meditações de Max Lucado visite o site www.iluminalma.com.br 

A Necessidade de Interpretação


de Gordon D. Fee e Douglas Stuart
Com certa freqüência encontramos com alguém que diz com muito fervor: "Você não precisa interpretar a Bíblia; leia-a, apenas, e faça o que ela diz." Usualmente, semelhante observação reflete o protesto contra o "profissional", o estudioso, o pastor, o catedrático ou o professor da Escola Dominical que, por meio de "interpretar," parece estar tirando a Bíblia do homem ou da mulher comum. É sua maneira de dizer que a Bíblia não é um livro obscuro. "Afinal das contas," argumenta-se, "qualquer pessoa com metade de um cérebro pode lê-la e entendê-la. O problema com um número demasiado de pregadores e professores é que cavam tanto que tendem a enlamear as águas. O que era claro para nós quando a lemos já não é mais tão claro."
Há muito de verdade em tal protesto. Concordamos que os cristãos devam aprender a ler a Bíblia, crer nela, e obedecê-la. E concordamos especialmente que a Bíblia não precisa ser um livro obscuro, se for corretamente estudada e lida. Na realidade, estamos convictos que o problema individual mais sério que as pessoas têm com a Bíblia não é uma falta de entendimento, mas, sim o fato de que entendem bem demais a maior parte das coisas! O problema de um texto tal como: "Fazei tudo sem murmurações nem contendas" (Fp 2.14), por exemplo, não é compreendê-lo, mas, sim, obedecê-lo — colocá-lo em prática.
Concordamos, também, que o pregador ou o professor estão por demais inclinados a escavar primeiro, e a olhar depois, e assim encobrir o significado claro do texto, que freqüentemente está na superfície. Seja dito logo de início — e repetido a cada passo, que o alvo da boa interpretação não é a originalidade, não se procura descobrir aquilo que ninguém jamais viu.
A interpretação que visa a originalidade, ou que prospera com ela, usualmente pode ser atribuída ao orgulho (uma tentativa de "ser mais sábio" do que o resto do mundo), ao falso entendimento da espiritualidade (segundo o qual a Bíblia está repleta de verdades profundas que estão esperando para serem escavadas pela pessoa espiritualmente sensível, com um discernimento especial), ou a interesses escusos (a necessidade de apoiar um preconceito teológico, especialmente ao tratar de textos que, segundo parece, vão contra aquele preconceito). As interpretações sem igual usualmente são erradas. Não se quer dizer com isto que o entendimento de um texto não possa freqüentemente parecer sem igual para alguém que o ouve pela primeira vez. O que queremos dizer mesmo é que a originalidade não é o alvo da nossa tarefa.
O alvo da boa interpretação é simples: chegar ao "sentido claro do texto." E o ingrediente mais importante que a pessoa traz a essa tarefa é o bom-senso aguçado. O teste de uma boa interpretação é se expõe o sentido do texto. A interpretação correta, portanto, traz alívio à mente bem como uma aguilhoada ou cutucada no coração.
Mas, se o significado claro é aquilo sobre o que a interpretação diz respeito, então para que interpretar? Por que não ler, simplesmente? O significado simples não vem pela mera leitura? Em certo sentido, sim. Mas num sentido mais verídico, semelhante argumento é tanto ingênuo quanto irrealista por causa de dois fatores: a natureza do leitor e a natureza da Escritura.
[Nas próximas semanas, Deus permitindo, iremos reproduzir nesta seção mais princípios da interpretação dos senhores Fee e Stuart do seu livro “Entendes o Que Lês?”]



Copyright © 1984 Edições Vida Nova. Todos os direitos reservados.
Reproduzido com a devida autorização.

O livro de Gordon D. Fee e Douglas Stuart do qual este texto foi extraído, "Entendes o que Lês?", pode ser encomendado da Edições Vida Nova
 


Jesus Voltará

salvação aqui